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Implementação de novas tecnologias é desafio para pecuária de MS, avalia diretor da Famasul

28/04/2015 - 16:00

As tecnologias de melhoramento genético são aplicadas em apenas 10% das propriedades rurais. É um dado alarmante. A afirmação foi feita pelo diretor secretário da ‪Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária, Ruy Fachini, durante o 2º Fórum da Nova Pecuária de Mato Grosso do Sul, realizado nesta terça-feira (28), na Expogrande 2015.

Além da implementação de novas tecnologias no setor pecuário, Fachini ressaltou que o Estado precisa focar na recuperação das áreas que apresentam algum processo de degradação, que atualmente ultrapassam 9 milhões de hectares. “Hoje precisamos produzir mais em área cada vez menor”, afirmou o diretor durante a mesa de debates sobre as demandas da pecuária de corte, realizada no Fórum.

Em debate realizado junto a outros representantes do segmento pecuário, Fachini falou do desempenho verificado em Mato Grosso do Sul nos últimos anos. “Em quatorze anos, enquanto o rebanho bovino diminuiu 10%, a produção subiu 36%, comprovando a sustentabilidade do setor”, ressaltou.

Participaram também da mesa de debate sobre as demandas da pecuária de corte, o presidente da Novilho Precoce, Carlos Furlan, o diretor de Relacionamento com o Pecuarista do JBS, Eduardo Pedroso e o chefe geral da Embrapa Gado de Corte, Cleber de Oliveira.

Durante o fórum, foi também realizada a mesa de debate sobre as demandas de pecuária de leite, com a participação do consultor da Famasul, Rodney Guadagnin, que apresentou as informações sobre o mercado lácteo de Mato Grosso do Sul.

“Atualmente, Mato Grosso do Sul  tem 24 mil produtores rurais do segmento leiteiro. Deste total, 15,1 mil criadores não conseguem produzir mais de 100 litros de leite diariamente, sendo que a atividade para ser viável precisa atingir produção mínima de 300 litros ao dia”, ressaltou o consultor que também enfatizou que as mudanças deste cenário vêm da aquisição de conhecimentos e adoções de novas tecnologias.