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Laranja azeda de MS atrai investimento francês para produção de óleos essenciais

MS No Radar Francês

Laranja azeda de MS atrai investimento francês para produção de óleos essenciais

Projeto prevê instalação de unidade de processamento no Estado e integra movimento de empresas francesas interessadas em novas oportunidades no agro sul-mato-grossense
07/08/2026 - 15:00

A laranja azeda (Citrus aurantium), tradicionalmente conhecida em Mato Grosso do Sul pelo uso na produção da linguiça de Maracaju, pode ganhar uma nova finalidade e chegar ao mercado internacional de aromaterapia. A planta está no centro de um dos projetos de investimento de empresas francesas interessadas no potencial do agronegócio sul-mato-grossense. 

O Laboratoire Altho pretende instalar no Estado uma unidade para produção de óleos essenciais a partir do processamento das folhas da laranja azeda orgânica. Além do aproveitamento da matéria-prima local, o projeto prevê transferência de tecnologia e pode abrir novas possibilidades de produção e renda, especialmente para pequenos produtores rurais.

“A fábrica será uma grande oportunidade para que pequenos produtores desenvolvam novos projetos. O objetivo é introduzir novas plantas e novas produções para ingressar no mercado mundial de aromaterapia, com produtos de alta qualidade e certificação orgânica provenientes de Mato Grosso do Sul”, explica o CEO da empresa, Thomas Rostaing.

Agro de MS no radar francês

O projeto integra um movimento mais amplo de aproximação entre empresas francesas e Mato Grosso do Sul. Segundo o presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, o interesse envolve cadeias com potencial de inovação e agregação de valor.

“Esses investimentos indicam uma agenda alinhada à inovação, sustentabilidade e incremento de produtividade no setor agropecuário estadual”, destaca Bertoni.

Na suinocultura, também avançam as tratativas com a Cooperl, maior cooperativa do setor na França, que reúne mais de 4,5 mil cooperados e produz cerca de 5 milhões de suínos por ano. 

A Rota Bioceânica é outro elemento desse cenário. Ao criar uma nova ligação entre o Centro-Oeste brasileiro e os portos do Pacífico, o corredor deve reduzir distâncias até mercados asiáticos e estimular novos investimentos em processamento, armazenagem e logística. 

Quer saber mais? A nova edição da Revista Famasul mostra os investimentos franceses que estão de olho em Mato Grosso do Sul, os projetos em negociação e os fatores que vêm colocando o Estado no radar internacional. 

Leia a matéria completa na nova edição da Revista Famasul